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quarta-feira, 28 de março de 2018

Prefeito de Guarapuava desiste

O anúncio do governador Beto Richa (PSDB) de que vai renunciar no dia 6 fez com que o prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho (PPS), de 37 anos, desistisse da pré-candidatura ao governo. A debandada de partidos para a chapa que apoia a reeleição da vice-governadora Cida Borghetti (PP) foi fatal para o projeto de Silvestri Filho. No contexto atual, sozinho, ele teria apenas 15 segundos de tempo de TV, além de recursos limitados para campanha, o que inviabilizou sua candidatura. Silvestri confirmou sua desistência ontem ao Bem Paraná. “Eu tinha me programado para fazer isso (anuncio oficial) de forma mais formal na próxima semana”.

“Minha candidatura se inviabilizou com a renúncia dele (Richa). Os partidos que estão no meu campo político passam agora a ter que compor com a Cida para poder manter suas estruturas. Beto ficando no governo os partidos teriam mais tranquilidade. A própria candidatura da Cida poderia não ter se viabilizado. Os partidos poderiam ter sido muito mais propensos a outras alianças, inclusive comigo”, aponta Silvestri Filho.

Prefeito de Guarapuava eleito com 57.769 votos válidos (60%) em 2016, Silvestri considera muito cara uma renúncia para participar da eleição sem que possa herdar parte do apoio dos partidos da base do governo Richa. “Não consegui criar condição mínima de aliança para construir a narrativa da candidatura que justificasse eu renunciar meu mandato (de prefeito) e enfrentar o processo eleitoral. Meu partido sozinho tem 15 segundos de tempo de televisão. Não havia como se imaginar competitivo nesse processo, além da renúncia ao mandato que não é um processo simples”, justifica.

Silvestri admite que torcia para que Cida tivesse inviabilizada sua candidatura. “Hoje o que interessa à maioria dos partidos é condição de eleição parlamentar. Base de deputados. É o que mais conta. Isso os outros candidatos tem mais a oferecer, principalmente Cida. Ela, agora com a renúncia do Beto, passa a ter muita força para construção da aliança dela. Isso praticamente elimina a perspectiva de eu construir uma aliança com esses partidos”.

Chapa
O PPS informou que ainda não montou chapa e que segue em negociação. “Minha posição é de não ter pressa agora. A pressa que eu tinha era viabilizar minha aliança antes de uma decisão de renúncia que era 7 de abril (prazo em lei eleitoral para desincompatibilização). Passo a não ter pressa alguma. E vou defender que o partido faça o mesmo”, diz Silvestri.

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