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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Em reação a impeachment, PT decide reeditar campanha das Diretas-Já

CATIA SEABRA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O comando do PT decidiu, nesta sexta-feira (2), reeditar campanha das Diretas-Já, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O lema foi lançado em 1983 durante o governo militar, cobrando eleições diretas à Presidência da República. Dilma foi cassada na última quarta (31) pelo Senado por 61 votos a 20. Michel Temer assumiu seu lugar e ocupará o cargo até 31 de dezembro de 2018.

A proposta foi aprovada por unanimidade pela Executiva Nacional do partido. A ideia dividia o partido antes do desfecho do julgamento de Dilma no Senado. Seus opositores alegavam que o lançamento da campanha representaria uma rendição do PT.

Além disso, Dilma, ainda na presidência, teria de apresentar um projeto de plebiscito. Concluído o processo de impeachment, o PT poderá se decidir a uma campanha que remete a 1985, no fim da era militar. "O PT vai defender eleições diretas. O texto foi aprovado em acordo", relatou o vice-presidente do partido, Paulo Teixeira. Além disso, será divulgado um texto em defesa de Dilma e Lula, endossando o discurso de despedida da ex-presidente.

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