Foi esmagadora a vitória do professorado em particular e do funcionalismo paranaense sobre o governador Beto Richa, que, por meio do “pacotaço” – levado no início de fevereiro à Assembleia para ser votado a toque de caixa – pretendia impor sacrifícios e abolir direitos da categoria.
Ocupação e bloqueio da Assembleia, passeatas por todo o estado e a mais impressionante de todas, na semana passada, da Catedral ao Palácio Iguaçu, que reuniu dezenas de milhares de pessoas, marcaram a mobilização do professorado. Eles mantém acampamento simbólico diante da sede do governo.
Professores e servidores das sete universidades estaduais também cruzaram os braços para exigir que o governo retomasse o pagamento de despesas básicas – verbas de custeio – e o pagamento integral do abono de férias, entre outras reivindicações.
Para defender os direitos da categoria – e, em escala menor, a manutenção das escolas – o professorado promoveu a maior manifestação dos últimos vinte anos no Paraná. E uma das greves mais longas, que entra na quarta semana.
Muito bem!
Intriga, no entanto, o silêncio da categoria em relação ao descaso recorrente do governo federal em relação ao ensino básico e à educação em geral, apesar de todo o marketing em sentido contrário. Marketing que culminou com a bazófia anunciada por Dilma na posse do segundo mandato de que o lema de se governo seria “Brasil, pátria educadora”.
Uma semana depois, seus auxiliares, já que ela preferiu se limitar à dieta e aos exercícios físicos, anunciaram o corte de R$ 7 bilhões na educação – o setor mais atingido pela contenção de despesas!
A petista APP Sindicato, sempre aguerrida em relação ao governador tucano, mantém vergonhoso silêncio até hoje sobre o corte das verbas federais…
Assim como é vergonhosa a omissão do professorado e dos servidores da educação, o que inclui as universidades, diante do descalabro dos cortes ordenados por Dilma.
Valentes em defender seus direitos trabalhistas (repito: muito bem!), os professores se revelam covardes na defesa do direito básico dos jovens a uma educação digna.
via Blog do Pedriali
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