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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

20 de setembro - Revolução Farroupilha



Demarcada como uma das mais extensas rebeliões deflagradas no Brasil, a Revolução Farroupilha contou com uma série de fatores responsáveis por esse conflito que desafiou as autoridades imperiais. Naquele período, a insatisfação junto às políticas imperiais e a proximidade das jovens repúblicas latino-americanas demarcaram o contexto inicial do conflito.

Ao longo da história econômica da região sul, a pecuária tornou-se um dos principais focos da economia gaúcha. Ao longo do processo de diversificação das atividades econômicas do país, os estancieiros (fazendeiros) sulistas tornaram-se os principais produtores de charque do Brasil. Esse produto, devido sua importância nos hábitos alimentares da população e seu longo período de conservação, articulava a economia agropecuária sulista com as regiões Sudeste e Centro-oeste do país.

Durante o Primeiro Reinado e Regência, vários impostos impediam a ampliação dos lucros dos fazendeiros sulistas em consequência do encarecimento do preço final do charque gaúcho. Não bastando os entraves tributários, a concorrência comercial dos produtos da região platina colocou a economia pecuarista gaúcha em uma situação insustentável. Buscando acordo com o governo central, os estancieiros gaúchos exigiam a tomada de medidas governamentais que pelo menos garantissem o monopólio sulista sob o comércio do charque.

Em 1836, inconformados com o descaso das autoridades imperiais, um grupo liderado por Bento Gonçalves exigiu a renúncia do presidente da província do Rio Grande do Sul. Em resposta à invasão feita na cidade de Porto Alegre, um grupo de defensores do poder imperial, também conhecidos como chimangos, conseguiu controlar a situação em junho daquele mesmo ano. Logo após a batalha de Seival, de setembro de 1836, os revolucionários venceram as tropas imperiais e proclamaram a fundação da República de Piratini ou República Rio-Grandense.

Com a expansão do movimento republicano, surgiram novas lideranças revolucionárias na região de Santa Catarina. Sob a liderança de Guiseppe Garibaldi e David Canabarro, foi fundada a República Juliana que deveria confederar-se à República Rio-Grandense. Dessa vez, melhor preparadas, as tropas imperiais conseguiram fazer frente aos revoltosos que, devido à participação popular, ficaram conhecidos como farrapos. Sob a liderança do barão de Caxias, as forças imperiais tentavam instituir a repressão ao movimento.

Mesmo não conseguindo aniquilar definitivamente a revolta, o governo imperial valeu-se da crise econômica instaurada na região para buscar uma trégua. Cedendo às exigências dos revolucionários, o governo finalmente estabeleceu o aumento das taxas alfandegárias sobre o charque estrangeiro. A partir daí, Duque de Caxias iniciou os diálogos que deram fim ao movimento separatista.

Em 1844, depois da derrota farroupilha na batalha de Porongos, um grupo de líderes separatistas foi enviado à capital federal para dar início às negociações de paz. Após várias reuniões, estabeleceram os termos do Convênio do Ponche Verde, em março de 1845. Com a assinatura do acordo foi concedida anistia geral aos revoltosos, o saneamento das dívidas dos governos revolucionários e a libertação dos escravos que participaram da revolução.

Por Rainer Sousa
Graduado em História

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Nossa Senhora em tronco de madeira...

Uma imagem semelhante à de Nossa Senhora Aparecida em uma tora de madeira chamou a atenção dos moradores do município de Jaquirana, cidade de cerca de 4 mil habitantes localizada no Rio Grande do Sul. A tora desembarcou na cidade em um carregamento. Após notarem a marca que se assemelha à padroeira do Brasil, fiéis colocaram o pedaço de madeira em um altar na igreja São Sebastião, em frente à praça da cidade

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Meteorologia alerta para neve na região Sul do país no início da próxima semana


O fim de semana será marcado pelo frio e por chuvas em boa parte da região Sul do país. Nesta sexta-feira, uma frente fria está entre o Paraná e São Paulo e no domingo volta a chover no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com a chuva e os termômetros em queda, a possibilidade de neve é muito grande. 

A partir da segunda-feira, a umidade que atuou sobre o Rio Grande do Sul durante todo o fim de semana finalmente encontrará temperaturas muito baixas. O ar frio ganha reforço de intensa massa de ar polar vinda da Argentina, e aumenta o potencial para neve na Serra, Alto Uruguai e Planalto do Estado gaúcho desde as primeiras horas do dia. “Toda a próxima semana será muito fria”, afirma o meteorologista da Somar, Celso Oliveira.

Em Santa Catarina a neve deve atingir a Serra, Planalto e algumas cidades do meio-oeste, como Chapecó-SC e Xanxerê-SC. As menores temperaturas são esperadas para os municípios serranos. Em São Joaquim-SC os termômetros na segunda-feira variam entre 1°C e 9°C e a neve pode acontecer a qualquer hora do dia. Na terça-feira o frio ganha força e a mínima será de -3°C. 

No Paraná também existe a possibilidade de nevar. O Estado deve registrar uma sequência de eventos meteorológicos. Na segunda-feira, chove de forma generalizada e com risco de grandes volumes e transtornos. Ao mesmo tempo, uma intensa massa de ar polar avança e derruba as temperaturas. Com essa condição existe o risco de queda de neve em alguns pontos isolados do sul e Planalto paranaense na segunda-feira. Este risco aumenta muito na terça-feira, onde a área preferencial para queda de neve será o sul, Planalto e até mesmo na Região Metropolitana de Curitiba-PR.