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sábado, 27 de agosto de 2016

Gleisi contratou testemunha chave de Dilma por R$ 22,5 mil

Por Fernando Tupan

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) continua acumulando vexames constrangedores e micos medonhos, dando sinais cada vez mais evidentes de insânia, em sua ânsia de defender a indefensável ‘presidenta’ Dilma Rousseff. Depois de questionar a isenção de uma testemunha de acusação (que postou um comentário no Facebook), e de acusar o Senado de “não ter isenção para julgar a ‘presidenta’”, Gleisi passou pelo fiasco de ver revelado, com documentos, que contratou a testemunha chave da defesa de Dilma Rousseff em seu gabinete no Senado. A testemunha, Esther Dweck, se tornou funcionária de Gleisi, míseros 7 dias depois de ter assegurado que Dilma não cometeu crime algum.

O possível caráter compensatório da contratação ficou ainda mais suspeito, não só pelo tempo exíguo entre a nomeação e o testemunho como pelo salário substancial, R$ 22,5 mil, e pelo fato que a ‘testemunha isenta’ estava desobrigada de sequer registrar o ponto no gabinete de Gleisi.

Gleisi, que está atolada, até o pescoço na Lava Jato, denunciada por levar propina por 7 delatores do Petrolão, indiciada por corrupção passiva e com o marido investigado por, supostamente, chefiar uma quadrilha que meteu a mão no dinheiro de aposentados e funcionários públicos que contrataram empréstimos consignados, não teve constrangimento, num surto de desfaçatez total, de acusar os senadores de falta de moral: “Qual é a moral deste Senado para julgar a presidenta da República? Qual a moral dos senadores que estão aqui para dizer que ela é culpada? Qual é a moral que vocês têm? Gostaria de saber”.

É evidente que Gleisi teria muito mais moral para questionar os seus pares quando, e se, conseguir provar sua inocência, e a do marido, nas gravíssimas acusações pelas quais está sendo investigada e já foi indiciada. A senadora, que neste momento só está solta por força do foro privilegiado, deveria ter um mínimo de cautela ao acusar os senadores.

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